Perguntas Frequentes

Sim. Não há limite de idade, desde que a pessoa esteja em boas condições de saúde. Como a cirurgia plástica estética é uma operação eletiva (ou seja, de escolha do paciente), deve-se prevenir ao máximo complicações e intercorrências. Por isso a necessidade de todos os exames mencionados anteriormente. Este é o primeiro passo para o sucesso da cirurgia.
O descobrimento de novas soluções para antigos problemas e a redução dos riscos da cirurgia e da anestesia, aliados a resultados mais naturais e duradouros, fizeram com que a cirurgia plástica crescesse, se desenvolvesse e se popularizasse muito nos últimos anos. A cada dia, um número maior de pessoas recorre à cirurgia estética procurando melhorar seu visual, suavizar algum traço ou minimizar os sinais do envelhecimento. Melhorar, enfim, sua qualidade de vida e resgatar a sua autoestima. Afinal, a boa aparência é uma exigência da vida moderna e influencia as relações pessoais, sociais e profissionais. As mulheres foram pioneiras nesta busca pela beleza e pela melhoria da autoestima, mas hoje os homens aderiram completamente e sem nenhum preconceito a esta procura da juventude perdida.
Todos querem sentir-se melhor consigo mesmo, ficar mais satisfeitos com a imagem refletida no espelho. Mas, afinal, o que a cirurgia plástica pode realmente fazer por você? 
A plástica em números
Devido aos avanços das técnicas da cirurgia plástica, atualmente os resultados são muito naturais e sem cicatrizes aparentes. Existem dois tipos de cirurgia plástica, a reconstrutora e a estética. O objetivo da primeira é, como o próprio nome diz, reconstruir a forma perdida em acidentes, doenças, defeitos congênitos. O da segunda, melhorar a aparência e apagar sinais de envelhecimento. A primeira é necessária. A segunda, uma escolha e um investimento. Em si mesmo.
O Brasil só perde em número de cirurgias plásticas para os Estados Unidos, onde 11 milhões de pessoas são operadas todos os anos. Segundo pesquisa publicada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, houve um aumento significativo no número de procedimentos realizados no Brasil entre 1994 e 2004 (ano do último levantamento feito pela SBCP). Em 1994, foram realizadas 80 mil cirurgias estéticas. Dez anos depois, esse número cresceu para mais de 365 mil. Em 1994, as cirurgias reparadoras foram 20 mil. Já em 2004, cerca de 250 mil. Por volta de 90 mil pacientes fizeram plástica em 1994. Em 2004, foram mais de 425 mil.
Hoje, com o aumento da competitividade na profissão e o incentivo da mídia, a preocupação com a beleza deixou de ser exclusividade feminina. De acordo também com a SBCP, o número de homens que se submete a cirurgia plástica cresce a cada ano. O público masculino adere cada vez mais à valorização da própria imagem, recorrendo aos recursos que a cirurgia plástica pode oferecer. Atualmente, nos consultórios, de 20 a 30% dos pacientes são do sexo masculino.
A História
A preocupação com a beleza é tão antiga quanto o homem. A palavra estética vem do grego aesthesis, que significa sensibilidade. No século XVI, Ambroise Paré já fazia alguns tipos de cirurgia plástica para corrigir fraturas de nariz e fissuras faciais com “tipos especiais de sutura para não deixar marcas, sobretudo nas belas senhoritas”. Mas a cirurgia moderna só começou em 16 de outubro de 1846, no Hospital Geral de Massachussets, com a primeira cirurgia com anestesia, na época, o éter, realizada pelo dr. John Collins Warren. É de 1887 o primeiro caso de rinoplastia, realizado pelo americano John Roe. O início do século XX ficou conhecido como a época da criação, em que a maioria das técnicas usadas ainda hoje surgiu, embora os cirurgiões não fossem especialistas, fazendo também outros tipos de cirurgia. Em decorrência da reação negativa por parte do público e da classe médica, e também pela Segunda Guerra Mundial, depois da onda observada no início do século seguiu-se um período de quase esquecimento. No pós-guerra, o interesse ressurgiu em todo o mundo. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica foi fundada no dia 7 de dezembro de 1948.
Não existe uma melhor época do ano para se submeter a uma cirurgia plástica. A melhor época é quando o paciente puder parar, estiver preparado e dispuser de tempo para a sua recuperação. As chances de sucesso na cirurgia são as mesmas tanto no verão quanto no inverno, desde que o cirurgião seja bem escolhido e as orientações pré e pós-operatórias passadas por ele sejam respeitadas.
Antes de decidir a data da sua plástica, portanto, é bom lembrar que você vai precisar de tempo para a sua recuperação. Como o pós-operatório de uma cirurgia dura em média de dez a 30 dias, o período das férias é ideal.
O mês de julho registra a maior procura por cirurgia plástica. O motivo é simples: o período de cicatrização ideal é o de menor exposição solar possível. Essa recomendação cabe principalmente nos procedimentos na face (lifting, rinoplastia e cirurgia de pálpebras). No pós-operatório de cirurgias plásticas corporais como a mamoplastia (cirurgia de mama), abdominoplastia e lipoaspiração, o uso da cinta cirúrgica é obrigatório por um período de um mês, em média. Alguns pacientes acham mais confortável usar estas cintas nos meses mais frescos.
Em um nariz com dorso muito alto, pode-se baixá-lo, deixar o nariz mais regular e mais bonito. Em um nariz que tenha a ponta muito grosseira, aquela “ponta gorda”, pode-se deixar a ponta mais delicada, suave. Em um nariz que tenha a ponta muito caída é possível levantar a ponta e deixá-la em uma posição mais agradável. Se o nariz for muito largo, com a base muito aberta, pode-se estreitar estas narinas. No nariz que tem um osso muito largo, afina-se o osso.
Esta cicatriz fica disfarçada pelos sulcos da pele e praticamente desaparece em três meses. Na pálpebra inferior, as bolsas de gordura podem ser eliminadas por via transconjunvital, sem cicatrizes externas.
A rinoplastia pode diminuir ou aumentar o tamanho do nariz, pode mudar a forma da ponta e também os abaulamentos no dorso do nariz. Se houver alterações da respiração por algum problema interno (septo, seios da face, cornetos), o problema poderá ser corrigido ao mesmo tempo.
Quando ficam evidentes os sinais de envelhecimento, como a perda da linda da mandíbula, a “queda” das bochechas e a flacidez de pele no pescoço, mesmo após o repouso e a maquilagem. Isso independe da idade do paciente.
A finalidade do lifting de face é tratar a flacidez do rosto, reposicionar os músculos, remover a gordura excessiva e redesenhar o contorno facial, rejuvenescendo e melhorando a autoestima.
A prótese não sofre alterações com a gravidez nem com a amamentação. Tanto a submuscular quanto a submamária ficam posicionadas abaixo da glândula mamária, não interferindo, assim, na amamentação.
A gravidez, o efeito sanfona de algumas dietas de emagrecimento e o peso que pode ser adquirido naturalmente com o passar dos anos são responsáveis pelo acúmulo de gordura, pela flacidez da pele e pela fraqueza muscular no abdome. Nos casos em que há gordura localizada, mas a pele tem elasticidade e tônus muscular, a lipoaspiração funciona bem para a remodelagem do corpo. Para as outras circunstâncias, a melhor solução é a cirurgia de abdome, ou abdominoplastia. A abdominoplastia melhora o contorno da barriga ao remover os excessos de pele e gordura, corrigir a flacidez da musculatura da parede abdominal e deixar o abdome plano e a cintura mais fina.
Existem casos em que os dois procedimentos (lipoaspiração e abdominoplastia) devem ser associados para um bom resultado, e outros em que a cirurgia de abdome tradicional pode ser substituída pela miniabdominoplastia, caso exista excesso de pele e de gordura abaixo do umbigo.
A lipoaspiração é indicada para pacientes com gordura localizada e que estejam em seu peso ideal ou próximo dele. A redução do volume de gordura localizada tem como finalidade melhorar o contorno do corpo e a silhueta, além de retirar a gordura que não sai com dietas e exercícios. A lipoaspiração pode ser feita no abdome, flanco, dorso, pernas, braços e face. Este procedimento cirúrgico é bastante procurado pelas mulheres para a remoção de gordura nos glúteos e culotes (excesso de gordura provocado pelo estrógeno). Já nos homens, os hormônios favorecem o aumento de gordura principalmente no abdome e na cintura.
A lipoaspiração retira apenas a gordura; não retira a pele e não resolve a flacidez, podendo, em alguns casos, até piorá-la. É, portanto, indicada para casos de acúmulo de gordura localizada em pacientes próximos ao peso ideal, sem excesso de pele. Já a abdominoplastia retira a pele excedente e estica a que sobra. Só retira a gordura que sai junto com a pele. É indicada para pacientes com excesso de pele ou flacidez, com ou sem excesso de gordura.
As duas retiram a gordura localizada, mas só a lipoescultura repõe ou enxerta parte da gordura aspirada em outras áreas que precisam de preenchimento, como glúteos, vincos da face, boca, áreas de depressão no corpo. Popularmente, usa-se o termo lipoescultura para denominar a lipoaspiração em várias áreas numa mesma cirurgia.
Existem vários procedimentos cirúrgicos com objetivo de regularizar as sobrancelhas ou para consertar a sobrancelha caída, principalmente na parte lateral da face. Levantar a cauda da sobrancelha dá um ar mais alegre ao rosto. Os procedimentos mais indicados para esse tipo de correção nas sobrancelhas são: toxina botulínica (Botox) e as cirurgias Castanãres e Lifting de sobrancelha.
– Toxina botulínica (Botox): Trata-se de um procedimento pouco invasivo, feito no próprio consultório e somente com algumas picadinhas. Leva de três a quatro dias para se notar o efeito total, e tem durabilidade de quatro a seis meses.  A anestesia é local e o paciente é liberado na mesma hora para ir para casa.
– Cirurgia Castanãres: batizada com o nome do médico que inventou a técnica, este procedimento é feito com um corte na linha da sobrancelha para retirada da pele e, desta forma, levantar o canto. É uma técnica muito eficaz, que age diretamente no local. O efeito é bem visível. A cicatriz fica praticamente imperceptível no contorno da sobrancelha. Os pontos são retirados depois de sete a 10 dias.
– Lifting de sobrancelha: Uma forma de levantar a sobrancelha é com corte por dentro do cabelo, fazendo o lifting de sobrancelha. Feito o corte, se solta à pele até a parte da sobrancelha e levante-se. Esta cirurgia é um pouco mais agressiva, com uma incisão bem maior, e tem excelentes resultados.
Sim. Para as pacientes que têm as mamas bonitas, mas as aréolas muito grandes, pode-se diminuir só as aréolas. É feita uma marcação do tamanho que se deseja para a aréola e é tirada toda pele ao redor, o excesso. Esta técnica é muito realizada em conjunto com a cirurgia de redução de mamas, mas pode ser feita isoladamente.
Na prótese, o resultado é mais previsível. Coloca-se o implante e tem-se o resultado imediato. A desvantagem da prótese é que, mesmo que as próteses atuais sejam de material que não provoca reação ao organismo, com material muito bem desenvolvido e boa tecnologia, ainda é um corpo estranho e, por isso, alguns pacientes ainda têm receio de colocar uma prótese.
A vantagem do enxerto de gordura é que ele é feito com material de seu próprio organismo e a reação a ele é zero. A desvantagem é que a gordura pode ser absorvida pelo organismo, com o tempo, e ter-se que refazer o procedimento. Outra desvantagem é que há pacientes que são muito magros e não possuem gordura excedente. Não há como tirar. O cirurgião fica sem recurso para preencher, porque o enxerto de gordura tem que ser da própria pessoa. Não pode usar gordura de outra.
São inúmeros os motivos que levam uma pessoa a se submeter a uma cirurgia plástica.
  • Características físicas que não agradam, como um nariz muito grande, orelhas de abano, mamas pequenas ou grandes demais
  • Sinais de envelhecimento no rosto e no corpo
  • Problemas causados pela exposição exagerada ao sol
  • Marcas de expressão, como rugas na testa, sulcos ao lado dos lábios
  • Necessidade de melhorar a aparência por questões profissionais, como no caso de artistas e modelos
  • Em caso de homens mais velhos, querer acompanhar a “nova idade” das esposas depois de submetidas a cirurgias plásticas
  • Voltar à forma depois de uma gravidez
  • Tirar o excesso de pele após grande perda de peso
  • Eliminar excesso de gordura localizada
  • Enfim, qualquer outro tipo de insatisfação do rosto ou corpo que venha a incomodar.
Homem também é vaidoso
Se entre as mulheres as cirurgias plásticas mais procuradas são a lipoaspiração e o implante de prótese de silicone nos seios, entre os homens as campeãs são as lipoaspirações, a cirurgia de nariz, a cirurgia de pálpebra e o implante capilar.
Diferentemente das mulheres, o homem quando busca um cirurgião plástico vai mais decidido a fazer o procedimento. Faz poucas perguntas e normalmente se informa sobre a cirurgia antes. Geralmente não se consulta com diferentes médicos, vai por indicação de amigos ou por pesquisa já realizada. Na maioria das vezes, sai com a cirurgia marcada. Mas ainda procura aquela intervenção menos invasiva, que não precisa de bisturi nem anestesia geral.
A própria condição feminina da maternidade torna as mulheres mais corajosas em relação à dor. Os homens são mais medrosos e menos preparados para a possibilidade de se exporem a ela. Mas os avanços técnicos da cirurgia plástica e da anestesia, e o conhecimento de inúmeros casos bem sucedidos de plásticas femininas encorajaram os homens cada vez mais a aderir a seus benefícios. É muito comum o homem tomar a decisão depois de ter acompanhado a cirurgia de sua mulher, de algum amigo próximo ou parente, de ter visto que o pós-operatório é tranquilo, de ter sentido de perto os bons resultados. Ele então se sente mais seguro e mais confiante em fazer.
A procura pela plástica masculina segue uma regra.
– Até 20 anos: cirurgia de nariz, ginecomastia – para diminuição da glândula mamária – e correção de orelhas de abano
– 20 a 40 anos: lipoaspiração
– 40 a 50 anos: cirurgia de pálpebras e implantes capilares
– Acima de 50 anos: lifting da face
As operações para implantes de silicone também têm aumentado. A região peitoral é a mais procurada no momento. Muitos
homens têm dificuldade de hipertrofiar apenas com a musculação. Esses implantes são colocados dentro da musculatura peitoral do paciente por uma pequena abertura de 6cm que fica com cicatriz imperceptível após alguns meses. Outros implantes que podem ser utilizados são os de panturrilhas, porém não são muito comuns.
Segundo o ranking dos cirurgiões plásticos de Beverly Hills, o sonho da maioria das mulheres que recorre à plástica é ficar parecida com a atriz Jennifer Aniston. Nossa Gisele Bündchen aparece em segundo lugar na preferência das pacientes e a atriz Jessica Biel em terceiro. Em matéria de lábios, a musa inspiradora é Angelina Jolie.
Antes de tomar qualquer decisão, olhe-se bem no espelho e faça uma avaliação séria: será que realmente preciso e quero fazer uma cirurgia plástica? Ou estou sendo influenciado pela opinião dos outros? Usar a cirurgia plástica como válvula de escape para problemas emocionais ou profissionais também não é uma solução. Converse com sua família, com seu analista, se fizer análise. Se, no final, estiver mesmo decidida, procure um profissional qualificado para saber se o procedimento que deseja pode ou não ser realizado. Depois, é só analisar os prós e os contras e achar um lugar na agenda.
Como vencer o medo
Vencer o medo é um dos grandes problemas de quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica. Entre os maiores temores estão o da anestesia, o da localização da cicatriz e a possibilidade de um resultado insatisfatório. Mas os avanços tecnológicos têm deixado os procedimentos e a própria anestesia cada vez mais seguros.
– A tensão antes de qualquer cirurgia é perfeitamente natural e não fruto de uma insegurança descabida. Para vencer este medo, a primeira coisa a fazer é reconhecer que se tem medo.
– Como o medo é proporcional à falta de conhecimento sobre a cirurgia plástica, procure obter o máximo de informação
possível. Se você souber o que vai acontecer antes, durante e depois da operação, ficará psicologicamente mais preparada e menos ansiosa.
– Ver o resultado gratificante de cirurgias de conhecidos e parentes transmite muita segurança. Converse com pacientes
que já fizeram a mesma plástica que deseja fazer, procure esclarecer suas dúvidas e peça que recomendem seu cirurgião.
– A escolha do cirurgião é muito importante para vencer o medo. Confiar na competência profissional do médico dá segurança. Portanto, procure um profissional competente, em quem confie plenamente.
– A insatisfação com o resultado da cirurgia plástica em geral acontece quando se criam falsas expectativas. Para ter expectativas realistas quanto ao resultado final, informe-se com seu médico, na consulta, sobre as limitações técnicas.
Procure mais de uma opinião. Converse com outros cirurgiões para saber o que esperar e qual o resultado possível. Isto vai diminuir a sua ansiedade e acabar com as falsas expectativas.
– O apoio de amigos e da família contribui para diminuir a ansiedade natural. Peça a ajuda deles!
Informar-se sobre a cirurgia que pretende fazer é fundamental. Procure saber tudo sobre as técnicas cirúrgicas, o tipo de anestesia que vai ser usado, as possíveis cicatrizes, sobre o hospital ou clínica em que vai se operar, sobre o tempo de recuperação. Quanto mais você souber, mais segura vai estar. Na consulta médica, tire todas as suas dúvidas. Para não esquecer nada, uma boa dica é levar tudo anotado.
Como a maioria das cirurgias plásticas estéticas não é coberta pelo convênio médico, solicite antes o orçamento de tudo,desde as fotografias necessárias no pré-operatório, os custos com a equipe médica, do cirurgião plástico ao anestesista, com internação, com as próteses de silicone, quando necessárias, até os cuidados pós-operatórios, como drenagens linfáticas, betaterapia, a compra de cintas ou sutiãs especiais. Lembre-se que os exames pré-operatórios solicitados por seu médico podem ser feitos por seu plano de saúde.
Escolher uma equipe médica confiável e um hospital com todos os equipamentos necessários ao bom atendimento é a melhor maneira de evitar frustrações e prevenir problemas.
Siga à risca as orientações de seu cirurgião.
– É preciso estar segura e decidida para enfrentar a cirurgia e para se recuperar bem no pós-operatório.
– Estar no peso ideal é recomendado, mesmo em cirurgias faciais, quando o volume de gordura não influencia, porque o risco cirúrgico e anestésico são maiores em pacientes com sobrepeso.
– Estabeleça uma alimentação saudável, com pouca caloria e ingira muito líquido para manter o peso da época dos exames pré-operatórios até a cirurgia. Mas não é recomendável fazer dietas rigorosas nesta fase pré-operatória, para não correr o risco de desidratar ou desnutrir, perder eletrólitos e outros elementos importantes para a cicatrização.
– Da mesma maneira, se você vai se submeter a uma lipoaspiração não deve sair comendo tudo o que quer na semana antes da cirurgia, já pensando em retirar todos os excessos depois. Alimentando-se mal, você vai ficar inchada, e isto também pode atrapalhar o resultado final.
– Se possível, evite fumar de três a quatro semanas antes e depois de cirurgias de face, mamas e abdome. O fumo retarda a capacidade de recuperação e fumantes têm tendência maior a problemas na pele, infecções e complicações com a anestesia. O fumo dificulta a microcirculação, que é a circulação no local da cicatrização, e é por isto que a cicatrização pode demorar um pouco mais ou ficar um pouco pior nos fumantes.
– O ideal é deixar de consumir bebidas alcoólicas pelo menos uma semana antes da cirurgia e duas depois.
– Informe seu cirurgião sobre os medicamentos que esteja tomando, inclusive fórmulas e medicações homeopáticas, mesmo que com receita médica, porque eles podem ser perigosos ou prejudiciais. Não se deve usar anti-inflamatórios e anticoagulantes antes de uma cirurgia.
– Alguns medicamentos ou drogas podem influenciar na anestesia e seu uso deve ser comunicado ao anestesista para que ele possa realizar uma anestesia segura.
– Estar psicologicamente bem é muito importante. A cirurgia plástica não resolve depressão, crise de relacionamento, problemas no trabalho. Veja se seus motivos para a operação são reais e se sua expectativa é possível.
– Evite a ansiedade. Leve o tempo necessário para tomar sua decisão. Não se precipite!
– Tenha alguém da família, algum amigo ou contrate um profissional para lhe ajudar na fase de recuperação.
– No dia da cirurgia, chegue cedo ao hospital, com tempo para preencher todos os documentos necessários para a internação. No quarto, você vai vestir uma roupa especial e tomar um medicamento pré-anestésico para induzir o sono e diminuir a ansiedade.
Lembre-se: a formação do cirurgião plástico é o fator mais importante para o resultado final satisfatório de uma cirurgia plástica. Procure se informar sobre seu médico.
– Siga a indicação de pessoas que você conhece e que já foram operadas por ele. Pergunte se ficaram satisfeitas com o resultado, se foram bem tratadas, se foram amparadas pelo profissional em todos os momentos, se sentiram segurança.
– Verifique se ele foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Para saber se ele é membro da entidade, basta acessar o site www.cirurgiaplastica.org.br.
– Procure saber se o cirurgião participa de cursos, jornadas e congressos. É essencial o profissional estar atualizado com o que há de mais moderno em relação às técnicas e equipamentos.
– Consulte o CRM e confira o histórico do médico no Conselho Regional de Medicina – é a instituição que registra todos os profissionais de saúde e também fiscaliza e acompanha a carreira de cada um deles.
– Durante a consulta, preste atenção na preocupação com higiene, limpeza e no atendimento.
– Observe a segurança e clareza com que responde a todas as suas perguntas e note sua preocupação em transmitir o que acontecerá durante a cirurgia, com todos os prós e contras.
– A confiança que sentir nele e a empatia são fundamentais para que você fique seguro da decisão tomada.
A insatisfação com a plástica em geral acontece quando se criam falsas expectativas quanto ao resultado da cirurgia. Algumas mulheres
chegam ao consultório com sonhos impossíveis, como o de ficarem parecidas com alguém famoso. A melhor maneira de prevenir este problema é a consulta médica, em que as dúvidas serão elucidadas, as ansiedades minimizadas e as falsas expectativas desmistificadas.
Não esconda nada de seu médico. O uso de drogas ilícitas e de determinadas medicações interferem na anestesia e podem causar complicações graves e até a morte.
Você deve procurar saber quais os exames pré-operatórios necessários, quanto tempo vai levar para o resultado final aparecer, e qual vai ser o preço cobrado.
Não se envergonhe em retornar ao consultório para novas consultas quantas vezes forem necessárias para esclarecer suas dúvidas e inseguranças. Você deve estar totalmente seguro quando for realizar a cirurgia.
Estudos já comprovaram que nunca se absorve tudo o que se lê ou o que nos é transmitido oralmente de uma vez só. Tem que haver uma repetição. O paciente, quando vai para a primeira consulta, está geralmente muito animado. Mesmo trazendo suas dúvidas e questões anotadas, ele não anota as respostas. O médico esclarece tudo, dá muitas informações ao mesmo tempo e é normal que, parte delas, o paciente esqueça. Por isso, o paciente pode e deve retornar para tirar suas dúvidas. Estas novas consultas de esclarecimento, como também a consulta para levar os exames solicitados, não devem ser cobradas pelo médico, exatamente para dar mais liberdade
ao paciente.
O cirurgião deve explicar o procedimento que será utilizado, de que modo e até que ponto ele pode melhorar sua aparência. Dizer o local em que pretende operar, se no hospital ou no consultório. O tipo de anestesia que vai ser usado. Qual o tempo de recuperação. E prevenir sobre os riscos possíveis.
É o período em que o médico identifica as necessidades do paciente, seus desejos e medos, estabelece a relação de confiança e define o tratamento adequado. No pré-operatório, o cirurgião averigua o histórico de saúde pessoal e familiar e o estado de saúde do paciente, através de exames clínicos e complementares, para planejar a cirurgia e garantir um procedimento seguro. É muito importante conversar com o médico e sua equipe com a máxima honestidade e transparência sobre sua saúde e eventuais medicamentos de que faça uso para que ele possa realizar uma excelente cirurgia.
Seguir as orientações do pré-operatório é fundamental para o sucesso da plástica.
– Alimente-se de forma saudável. As dietas radicais são proibidas. Elas podem debilitar as reservas nutricionais do seu organismo e prejudicar seu processo de cicatrização.
– Não utilize Aspirina (ácido acetilsalicílico) ou qualquer medicação que contenha esta substância 10 dias antes da cirurgia. Medicamentos como Tylenol e Dipirona são substitutos apropriados.
– Alguns médicos acham que o uso de arnica no pré-operatório pode auxiliar na redução de edema e equimoses no período pós-operatório.
– O uso de antidepressivos, moderadores de apetite (anfetaminas) ou drogas ilícitas podem ocasionar problemas no ato anestésico, portanto é importante comunicar ao médico anestesista, com antecedência, o uso destas substâncias para que ele determine quantos dias será necessário permanecer sem usá-las para realizar um procedimento seguro.
– Não coma ou beba nada oito horas antes da realização da cirurgia.
– Providencie seus exames pré-operatórios e fotografias médicas, pois será preciso mostrá-los na consulta.
– Quando agendar sua cirurgia, escolha uma data depois da qual você possa dispor de alguns dias para a recuperação.
– Sutiãs ou cintas (quando necessários) deverão ser adquiridos antes da cirurgia, e devem estar sempre confortáveis, nunca apertados, porque apertados podem machucar e prejudicar a cicatrização.
Não. Podem ser feitas cirurgias associadas, mas depende muito do estado do paciente, da equipe cirúrgica, do grau de dificuldade e da extensão da cirurgia. É recomendável fazer duas, no máximo três, ao mesmo tempo. A cirurgia não deve se estender por um período maior do que seis horas, mesmo em cirurgias combinadas, devido ao desgaste da equipe cirúrgica e ao tempo anestésico muito longo para uma cirurgia estética.
Não. Para as estrias até hoje não existe tratamento 100% eficaz. Elas têm duas fases. Na fase inicial, em que estão crescendo e ficam meio avermelhadas. Com alguns tratamentos dermatológicos até podem melhorar, depois de já instaladas. A pele perde a elasticidade e fica como uma cicatriz. O efeito pode ser atenuado, melhorar visualmente, mas a estria não sai por completo.
Uma paciente, por exemplo, que engravidou, engordou muito, ficou com a barriga cheia de estrias. Se ela depois fizer uma abdominoplastia, as estrias do umbigo para baixo saem, mas as que ficam acima do umbigo não saem. Para retirar as estrias, tem-se que retirar a pele. As estrias da mama também saem em parte na cirurgia de mama, mas não todas. Se elas estiverem localizadas em um local onde vai sair pele da mama, elas vão desaparecer. Mas só esticando a pele pode-se melhorar seu aspecto – eliminar completamente, não. Na celulite, é mais ou menos a mesma coisa. Não existe tratamento totalmente eficaz.
Lipo não resolve celulite. O que pode melhorar a celulite são massagens linfáticas, carboxiterapia, dermoterapia. O que se pode fazer é prevenir com boa alimentação e diminuir o consumo de refrigerantes e cafeína, que predispõem para a celulite.
Sim. O sol é o grande inimigo. Primeiro, devido ao calor, porque o sol incidindo diretamente sobre o local operado, seu calor provoca uma vasodilatação e a tendência é inchar mais. Outro efeito prejudicial é o efeito da radiação do sol, porque a radiação solar quando pega numa cicatriz recente pode hiperpigmentar, isto é, deixar a cicatriz mais escura e esta hiperpigmentação pode ser definitiva. Outro problema: se o paciente está com manchas roxas e a radiação do sol pegar sobre elas, a mancha pode não sair nunca mais. A explicação técnica é que, dentro da hemácia, célula sanguínea que fica roxa, tem um pigmento que se chama hemociderina, que em contato com a radiação solar pigmenta a pele e deixa como uma tatuagem. Esta pigmentação é definitiva. São estes os dois grandes motivos para se evitar a exposição ao sol no pós-operatório.
O efeito do calor do sol é passageiro. Faz inchar, mas com o tempo desincha. Mas o efeito da radiação solar é permanente. As manchas não saem mais. Numa cirurgia de nariz, por exemplo, em que a cicatriz é toda interna, o calor do sol vai fazer inchar, mas o efeito das radiações não é tão importante, porque a cicatriz não é exposta. Numa cirurgia da face, em que a cicatriz fica aparente e por isso é importante que fique bem clarinha, a radiação do sol é fatal. Numa cirurgia de lipo, em que a paciente ainda está toda roxa, a radiação solar pode deixar estas manchas permanentes.
As cirurgias que exigem maior repouso são a cirurgia de abdome, de glúteo e dos membros inferiores. Todas as cirurgias exigem repouso, mas em nenhuma o paciente tem que fazer repouso absoluto. Não precisa ficar acamado. O paciente é sempre estimulado a andar no pós-operatório. Claro que não se pode fazer muitas atividades. Mas pode e deve-se andar já no dia seguinte da cirurgia, dentro de casa, sem muitos excessos, para ativar a circulação dos membros inferiores e evitar problemas circulatórios e de congestão venosa. Geralmente, a cirurgia do abdome limita mais o paciente porque ele fica com um dreno, com um corte um pouco maior.
Na cirurgia de abdome, é possível que o paciente tenha que ficar dois dias no hospital, até porque hoje a maioria dos cirurgiões associa a cirurgia de abdome com a lipo. Faz-se primeiramente a lipo e depois a cirurgia do abdome por cima, tirando não só a gordura como também a pele. O resultado é muito mais bonito.
O resultado poderá ser preservado, desde que na gravidez seu peso seja bem controlado com alimentação adequada, de modo a voltar ao peso normal depois do nascimento do bebê, e que sua pele não apresente flacidez e estrias. Convém lembrar que o corpo da mulher sofre variações de forma com o passar dos anos, devido à disposição da gordura nas diversas áreas do corpo, principalmente no abdome, quadril e coxas. A cada 5 a 10 anos, a disposição da gordura no corpo muda. Mesmo assim, aquele excesso retirado sempre vai proporcionar uma melhor evolução.
Os dois são para preenchimento. O preenchimento com enxerto de gordura incha mais, porque apesar de ser um material do próprio organismo, as cânulas de aplicação são mais grossas. Só desincha depois de alguns dias. O resultado do ácido hialurônico é imediato. O paciente pode fazer e retornar suas atividades no mesmo dia, dependendo do volume utilizado.
Quando injetado no rosto, o efeito do ácido hialurônico dura em torno de seis meses a um ano. O da gordura, em torno de um a dois anos.
Além disto, a gordura consegue dar mais volume do que o ácido. O ácido hialurônico é para pequenos reparos.
É bom lembrar: a decisão do tipo de anestesia a ser empregada não é do cirurgião nem do paciente. É do anestesista. É claro que pode haver um consenso, mas só o anestesista vai poder tomar a decisão.
No Centro Cirúrgico, o anestesista vai realizar a anestesia, que pode ser de três tipos: 1. Anestesia local com sedação; 2. Bloqueio regional (raqui ou peridural); 3. Anestesia geral.
A anestesia local com sedação é mais frequentemente usada nas cirurgias de face, nariz, pálpebras, orelhas e implante mamário. Drogas sedativas injetadas na veia induzem e mantêm o sono, e a solução anestésica é injetada na região a ser operada.
Bloqueio regional (raque ou peridural). É utilizada em cirurgias plásticas nas regiões do abdome e membros inferiores. O anestésico é injetado na coluna agindo no local que será operado. Normalmente o bloqueio é realizado com o paciente sedado.
Outro tipo de anestesia é a anestesia geral, que usa anestésicos intravenosos e/ou agentes inalatórios para levar o paciente à total inconsciência durante a operação.
Os avanços na área tornaram a anestesia mais potente e segura, diminuindo o tempo que o anestésico permanece no sangue, permitindo um despertar mais rápido. Todo procedimento cirúrgico deve ser feito com a presença do anestesista, do começo ao fim. O cirurgião está preocupado com o bem-estar do paciente e com a cirurgia. Ele não pode estar operando preocupado se a frequência cardíaca está
boa, se a saturação de oxigênio está certa. Ele está concentrado na cirurgia. Durante o ato cirúrgico, quem toma conta do paciente
e monitoriza suas reações é o anestesista.
O médico tem o dever de informar ao paciente sobre todos os riscos possíveis de sua cirurgia plástica. Hoje em dia, está se usando
muito o Termo de Consentimento Informado, que tem como finalidade formalizar ou documentar por escrito o que o médico esclareceu verbalmente.
É uma forma de o médico se proteger, mas é também muito importante para o paciente, para fazê-lo ciente de que o médico explicou tudo o que pode acontecer, de que lhe informou sobre todos os riscos. O paciente não deve se assustar com isto e deve até valorizar a sinceridade do médico sobre tudo o que pode acontecer na cirurgia. Isto é um direito do paciente.
O Termo de Consentimento Informado não pode ser imposto e não exclui nenhuma responsabilidade do médico. As informações devem ser dadas em linguagem acessível e simples, de maneira que o leigo em medicina, o paciente e/ou seu responsável, entenda plenamente o que está escrito, e pode ser assinado pelo paciente ou por seu responsável legal.

São inúmeros os motivos que levam uma pessoa a se submeter a uma cirurgia plástica.
– Características físicas que não agradam, como um nariz muito grande, orelhas de abano, mamas pequenas ou grandes demais
– Sinais de envelhecimento no rosto e no corpo
– Problemas causados pela exposição exagerada ao sol
– Marcas de expressão, como rugas na testa, sulcos ao lado dos lábios
– Necessidade de melhorar a aparência por questões profissionais, como no caso de artistas e modelos
– Em caso de homens mais velhos, querer acompanhar a “nova idade” das esposas depois de submetidas a cirurgias plásticas
– Voltar à forma depois de uma gravidez
– Tirar o excesso de pele após grande perda de peso
– Eliminar excesso de gordura localizada
Enfim, qualquer outro tipo de insatisfação do rosto ou corpo que venha a incomodar.
O descobrimento de novas soluções para antigos problemas e a redução dos riscos da cirurgia e da anestesia, aliados a resultados mais naturais e duradouros, fizeram com que a cirurgia plástica crescesse, se desenvolvesse e se popularizasse muito nos últimos anos. A cada dia, um número maior de pessoas recorre à cirurgia estética procurando melhorar seu visual, suavizar algum traço ou minimizar os sinais do envelhecimento. Melhorar, enfim, sua qualidade de vida e resgatar a sua autoestima. Afinal, a boa aparência é uma exigência da vida moderna e influencia as relações pessoais, sociais e profissionais. As mulheres foram pioneiras nesta busca pela beleza e pela melhoria
da autoestima, mas hoje os homens aderiram completamente e sem nenhum preconceito a esta procura da juventude perdida. Todos querem sentir-se melhor consigo mesmo, ficar mais satisfeitos com a imagem refletida no espelho. Mas, afinal, o que a cirurgia plástica pode realmente fazer por você?
A plástica em números
Devido aos avanços das técnicas da cirurgia plástica, atualmente os resultados são muito naturais e sem cicatrizes aparentes. Existem dois tipos de cirurgia plástica, a reconstrutora e a estética. O objetivo da primeira é, como o próprio nome diz, reconstruir a forma perdida em acidentes, doenças, defeitos congênitos. O da segunda, melhorar a aparência e apagar sinais de envelhecimento. A primeira é necessária. A segunda, uma escolha e um investimento. Em si mesmo.
O Brasil só perde em número de cirurgias plásticas para os Estados Unidos, onde 11 milhões de pessoas são operadas todos os anos. Segundo pesquisa publicada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, houve um aumento significativo no número de procedimentos realizados no Brasil entre 1994 e 2004 (ano do último levantamento feito pela SBCP). Em 1994, foram realizadas 80 mil cirurgias estéticas. Dez anos depois, esse número cresceu para mais de 365 mil. Em 1994, as cirurgias reparadoras foram 20 mil. Já em 2004, cerca de 250 mil.
Por volta de 90 mil pacientes fizeram plástica em 1994. Em 2004, foram mais de 425 mil.
Hoje, com o aumento da competitividade na profissão e o incentivo da mídia, a preocupação com a beleza deixou de ser exclusividade
feminina. De acordo também com a SBCP, o número de homens que se submete a cirurgia plástica cresce a cada ano. O público masculino adere cada vez mais à valorização da própria imagem, recorrendo aos recursos que a cirurgia plástica pode oferecer. Atualmente, nos consultórios, de 20 a 30% dos pacientes são do sexo masculino.
Algumas pessoas possuem tendência à formação de quelóides. É mais comum nas raças negra e oriental, e em determinadas áreas do corpo, como tórax e ombro. O quelóide é uma cicatriz de má qualidade, geralmente mais alta, com relevo e coloração diferente da cicatriz normal. Pode apresentar ardor, coceira e em alguns casos, dor. Atualmente, utilizam-se modernas técnicas para evitar que o quelóide ocorra, porém é imprevisível. Em determinados pacientes, por maior que seja o cuidado, ele pode aparecer.
O fato de o paciente ter uma tendência a produzir quelóide, ou já apresentar um quelóide em alguma outra área do corpo, não contraindica a cirurgia. Existem tratamentos preventivos que são realizados no pós-operatório para combater o crescimento do quelóide. Esses tratamentos vão de placas de compressão na cicatriz, para os casos de suspeita de formação de quelóide, à betaterapia, que é um tratamento com radioterapia local, indicado nos casos em que o paciente já sabe que tem quelóide.
A lipoaspiração, técnica realizada para se remover gordura de determinadas áreas do corpo, é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados em todo o mundo, inclusive no Brasil onde, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, são feitas cerca de 300 mil destas operações por ano.
A lipo surgiu em 1977 por causa de uma história de amor. O cirurgião francês Yves Gerard Illouz inventou o procedimento para resolver o problema da namorada, que não podia usar decote nas costas por causa de um lipoma, tumor benigno formado por células gordurosas. Pela cirurgia normal para a retirada do lipoma, ela ficaria com uma cicatriz muito grande nas costas, que continuaria impedindo que usasse os seus decotes. Illouz teve, então, a ideia de colocar uma cânula ligada a um aparelho de aspirar para terminar com o problema sem deixar marcas.
Para um médico se tornar um Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é preciso muitas etapas e muitos anos de dedicação a sua formação profissional.
Para ingressar na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ( SBCP) e até conseguir o titulo máximo de Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é preciso de no mínimo 13 anos de muita dedicação do médico , estudos e muitas provas rigorosas, trabalhos científicos e então ganhar esse titulo. Por isso a grande importância de realizar qualquer tipo de cirurgia Plástica com Um membro da SBCP. 
Para se tornar um Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é necessário ao médico Realizar as etapas a seguir:
– 6 anos da faculdade de medicina 
– 2 Anos em um serviço De Cirurgia Geral credenciada pelo MEC e após esses dois anos receber o Titulo de Cirurgiao Geral.  
– 3 Anos de cirurgia plástica em serviço credenciado pela SBCP e/ou MEC
– 2 anos ( no mínimo) como médico Especialista pela SBCP, o médico precisa apresentar um trabalho cientifico muito rigoroso a uma Banca de médicos da diretoria da SBCP para então ser aprovado ou não e ganhar o titulo máximo de Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Totalizando no mínimo 13 anos de formação.
As Diferenças entre Membro Aspirante x Membro Especialista x Membro Titular
– Membro Aspirante: o cirurgião que ainda está cursando ou já cursou a Especialização em Cirurgia Plástica, mas ainda não fez a prova para se tornar um Membro Especialista da SBCP . 
– Membro Especialista: Após o final da Especialização de 3 anos em Cirurgia Plástica é necessário fazer provas e assim ser aprovado em uma prova composta por fase oral, escrita e de análise de curriculum;
– Membro Titular: Depois de no mínimo 2 anos o médico sendo de Membro Especialista da SBCP, é necessário apresentar um trabalho cientifico, com casos de suas experiências profissionais, defendendo uma tese, para uma banca da diretoria de médicos coordenadores extremamente rigorosos e assim se aprovado receber o titulo de Membro titular. 
Para verificar a formação do seu médico basta entrar no site da SBCP: www2.cirurgiaplastica.org.br

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